Flávio Soares alerta para a “necessidade de pensarmos no futuro das ilhas mais vulneráveis”

O Presidente da JSD/Açores, Flávio Soares, no encerramento da visita à ilha Graciosa chamou à atenção para a “necessidade de pensarmos no futuro das ilhas mais vulneráveis se queremos manter, num futuro próximo, os Açores como os conhecemos atualmente”.

Para Flávio Soares “as ilhas, como a Graciosa e outras, que tem graves necessidades nas áreas da saúde e na sua dinâmica económica privada, ou constrangimentos numa área fundamental como a educação, devem ser alvo de uma reflexão aprofundada por todos os dirigentes regionais”.

O líder social democrata, que falava depois de uma visita de três dias à ilha Graciosa, deu ainda o exemplo da proposta, já formulada, pela JSD/Graciosa, presidida por Daniel Silva, de “com a criação de um local de realização de exames da Universidade Aberta na ilha Graciosa, facilitar o acesso à formação superior aos Graciosenses que dela necessitem. A Graciosa e o Corvo são, neste momento, as únicas ilhas Açorianas que não dispõem desta possibilidade”.

Em declarações à Rádio Graciosa, Flávio Soares “afirmou que a Câmara Municipal Graciosense deve assumir como sua a missão concretizar esta proposta da estrutura local da JSD na Graciosa, a bem dos jovens Graciosenses, mesmo que lhe mude o nome e não diga de onde veio”.

“É importante criticar, mas criticar por criticar não serve de nada. São as soluções que podemos apresentar que fazem a diferença na vida das pessoas” concluiu Flávio Soares, quando ainda se referia a esta proposta da JSD/Graciosa.

Numa reunião com a Comissão Política de Ilha Graciosense da JSD, Flávio Soares, deixou o repto público para que, com todas as forças partidárias, em conjunto com todos os Açorianos, “façam um debate sério, empenhado e estruturado sobre o futuro da saúde, educação e economia em ilhas mais vulneráveis”, defendendo que o “desgoverno, incongruências e falta de rumo” podem vetar ao abandono Açorianos.

“Temos de saber para onde vamos, senão hipotecamos o nosso futuro coletivo” concluiu Flávio Soares.